Nota da Direção Colegiada do Sismuc sobre a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional

A classe trabalhadora está sendo massacrada por esse governo que tomou de assalto o poder no País para retirar direitos do povo


A classe trabalhadora está sendo duramente massacrada por esse governo que tomou de assalto o poder no País para retirar direitos do povo, minar com a democracia, beneficiar e atender apenas os interesses da elite brasileira. Já nem se disfarça mais a crueldade por trás das medidas seguidamente anunciadas: de grávida que pode trabalhar em local insalubre, à redução do horário de almoço, negociação direta entre patrões e empregados, fim do direito de se aposentar, congelamento dos investimentos sociais, desemprego galopante, sucateamento das instituições e dos serviços públicos, pacotaços, ataques frontais ao funcionalismo, à Justiça do Trabalho, insegurança generalizada e a volta do Brasil ao mapa da fome e da miséria.

Enquanto servidores públicos municipais, somos mais do que os bodes expiatórios da crise no País, como os governos alinhados com essa política excludente, mentirosa e concentradora martelaram nos meios de comunicação para convencer a população de que era necessário mesmo massacrar nossas lutas, tentar nos humilhar, retirar nosso reajuste, adiar nossa data base, suspender nossos avanços nas carreiras e se apropriar dos recursos do nosso fundo de Previdência. E isso não é pouco!

A crueldade maior é que estamos na vitrine do atendimento público, impotentes. Recebemos o impacto das primeiras reações populares diante da insatisfação e da violência brutal com que o massacre fere e sacrifica a nossa gente. Convivemos desde sempre com as mazelas da sociedade, mas o que está se desenhando no horizonte é de uma perversidade sem limites. Para bancar o lucro e o enriquecimento de poucos, precariza-se por completo a vida e as oportunidades para a esmagadora maioria da população. Não estamos vendo aumentar significativamente a população de rua, em retrato cruel do descaso e do abandono?

Já estamos sentindo nas escolas, nos CMEIs, nas unidades de saúde, nos armazéns, nas recepções e atendimentos por telefone, enfim, em todos os espaços de contato mais direto com a comunidade. Somos os primeiros a receber o descontentamento e o sofrimento da população, que temos por dever acolher e apontar soluções dentro de nossas limitações e sensibilidade.

A reforma trabalhista que foi aprovada ontem, a reforma da Previdência Social, que está em curso no Congresso Nacional, as terceirizações, as privatizações, que aumentam os custos dos serviços e oneram ainda mais a população, são obstáculos sociais erguidos em tempo recorde, que reforçam a necessidade de lutarmos, de resistirmos e de reunirmos cada vez mais forças e de seguirmos firmes na busca por caminhos que nos devolvam a soberania, a democracia e o empoderamento do povo.

Temos muito a lamentar, mas muito mais, agora, pelo que lutar.
O massacre à classe trabalhadora parece interminável. Só a luta nos garante!

 

Curitiba-PR, 12 de julho de 2017

Fonte: Direção Colegiada do Sismuc | Foto: Manoel Ramires

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