Greve geral: municipais do Paraná fazem atos contra o governo Temer e retirada de direitos

Ato da Greve Geral na Boca Maldita em Curitiba, nesta sexta-feira, 30 de junho de 2017. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Segundo a Frente Brasil Popular, o país registrou protestos e greves em 24 estados e o Distrito Federal.

Servidores ligados aos sindicatos de base da Federação dos Sindicatos dos Servidores Municipais Cutistas do Paraná (Fessmuc) participaram hoje (30) das manifestações pela greve geral em vários municípios. Os trabalhadores e trabalhadoras do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Toledo (SerToledo), Sindicato dos Servidores, Funcionários Públicos e Professores Municipais de Guarapuava (Sisppmug) e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Umuarama foram às ruas protestar contra as  reformas trabalhista e da previdência,  que estão em discussão no congresso nacional, e ampliar a luta pelas Diretas Já!.

Na capital, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc) se somou às manifestações de outras categorias das centrais sindicais e dos movimentos sociais como a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo. Na Boca Maldita, centro da cidade, a coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues, que liderou uma forte luta essa semana contra o pacotaço do prefeito Rafael Greca, enfatizou que este momento exige resistência da classe trabalhadora contra aqueles que querem retirar direitos.

Ato da Greve Geral na Boca Maldita em Curitiba, nesta sexta-feira, 30 de junho de 2017. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

“ É um momento de luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Estamos aqui (servidores municipais) brigando por nenhum direito a menos neste momento difícil da vida brasileira. Nesta semana recebemos apoio de todos os segmentos da classe trabalhadora porque a nossa luta é por direitos. Hoje, dia de greve geral, é um dia muito triste para nação brasileira porque estamos brigando para defender o nosso direito ao trabalho e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Estamos na luta para que nem o governo ilegítimo, sem aprovação e rejeitado por 93% da população brasileira, e nem o congresso com parlamentares corruptos retirem os direitos conquistados”, declarou.

Municipais do interior aderem à greve nacional

Em Umuarama, que teve o transporte público paralisado no começo da manhã , a concentração teve início às 9h na Praça Santos Dumont , com passeata pela avenida Paraná até a Praça Arthur Thomas e caminhada até a casa do deputado federal Osmar Serraglio.
Fotos: servidores municipais

No município de Toledo, também pela manhã, os servidores municipais se reuniram na praça Willy Barth.
Fotos: servidores municipais

Em Guarapuava,  na Praça 9 de Dezembro, o Sisppmug se juntou pela manhã às demais categorias representadas pelas centrais sindicais (CUT, CTB, NCST e UGT) para defender a manutenção dos direitos trabalhistas e dizer que não às às terceirizações e as reformas trabalhista e da previdência do governo Temer.
Fotos: servidores municipais

Trabalhadores do Brasil paralisam atividades

De acordo com a Frente Brasil Popular, até o final da manhã desta sexta-feira, o país registrou protestos e greves em 24 estados e o Distrito Federal. Foram registrados atos em Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Em Salvador, Belém, Recife, Goiânia e Brasília, os ônibus não saíram das garagens e as cidades ficaram desertas até o meio da manhã. Portuários de Rio Grande (RS), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro capital, São Luís, no Maranhão, também aderiram ao movimento.

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